quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Rebucetê Entrevista: O Círculo

Por Rafael Flores e Thais Pimenta (contribuição gostosa de Mariana Kaoos)

Foto: Rafael Flores
A banda O círculo, com 5 anos de estrada veio participar do Festival Avuador, o qual, em sua segunda edição, foi realizado nos últimos dias 25 e 26 de novembro em Vitória da Conquista. 

Sexta passada, o Rebucetê foi ao Rancho Cultural encontrar os caras da banda. Lá aconteceria uma tarde de autógrafos, promovida pela Rede Motiva como parte da programação do Festival Avuador. No ambiente as formalidades eram dispensadas: fãs, artistas, pseudo-jornalistas e cervejas conviviam harmoniosamente.

Em entrevista para O Rebucetê, o grupo soteropolitano, que já vem embalando a trilha sonora dos conquistenses há algum tempo, falou sobre mudanças, a relação com o público e a parceria com o Conexão Vivo. Por fim, em vídeo, os meninos indicam pra os rebuceteiros de plantão, coisinhas pra se assistir, ouvir, ler e contemplar no verão que já vem.

IV Conferência de Cultura da Bahia começa hoje

Por Ana Paula Marques

A partir dessa quarta-feira, 30 de novembro, Vitória da Conquista sediará a IV Conferência de Cultura da Bahia, que se estenderá até o dia 03 de dezembro. Além de ser um espaço para debater políticas públicas para a cultura, a Conferência tem o desafio de ajudar a compor o Plano Estadual de Cultura, uma das metas instituídas pela nova Lei Orgânica da Cultura, aprovada no dia 22 de novembro, na Assembléia Legislativa.

A programação conta com palestras, grupos de trabalhos e atividades culturais, incluindo apresentações de grupos folclóricos e shows na Praça Barão do Rio Branco. Na quinta-feira, dia 01, se apresentarão os grupos Balé Jovem de Salvador, Balé Folclórico da Bahia e o cantor da terra, Evandro Correia. Na sexta-feira, 02, quem comanda o palco, além da banda conquistense Café com Blues, é o cantor maranhense Zeca Baleiro. Os shows estão programados para começarem às 20:00 horas.

Para mais informações, acesse o blog da Conferência: http://culturabahia.com/

domingo, 27 de novembro de 2011

Festival Avuador: Lucas Santtana e a noite conquistense

Por Mariana Kaoos e Rafael Flores


Foto: Ana Paula Marques
Era noite de estrelas e o vento gelado balançava os cabelos e roupas das pessoas que lá se encontravam.  As arquibancadas da concha acústica do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima estavam molhadas, mostrando vestígios de uma chuva de outrora que, ainda bem, não impedira o publico de conferir a segunda e ultima noite do Festival Avuador.

sábado, 26 de novembro de 2011

Festival Avuador: A nova era dos festivais e as políticas públicas para a música

Vince de Mira e Gilldelson Felício. Foto: Rafael Flores 
Por Rafael Flores

Foi-se o tempo em que os bons festivais só aconteciam nos grandes centros e que sua programação se limitava a competição entre os artistas. Hoje, os conquistenses recebem e promovem uma série de festivais e outros eventos em que mostram uma nova visão sobre a produção e o consumo de cultura.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher e a luta pela igualdade

Em cinco anos, mais de 2 milhões de mulheres já discaram o 180 para denunciar agressões cometidas, principalmente, por companheiros

Jornalista: Fran Ribeiro
Portal AZ - No Brasil, 70% das mulheres já sofreram algum tipo de agressão
Noite de quinta-feira em uma casa no bairro do Jacintinho, periferia de Maceió.  A Central de Polícia recebe uma ligação. É *Andréa dos Anjos. Ela acionou a polícia depois de ser espancada e ameaçada de morte pelo próprio companheiro, *Jorge dos Santos. O esposo chegou em casa, e sem explicações, a agrediu com socos e pontapés.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Programação do Festival Avuador começa hoje

Por Ana Paula Marques


O Festival Avuador, que acontecerá nos dias 25 e 26 de novembro em Vitória da Conquista, dará início à sua programação paralela com uma mesa redonda que discutirá música contemporânea brasileira. O debate  acontecerá hoje, dia 24 de novembro, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima a partir das 19 h e a entrada é franca. Confiram a programação:

19h: “Os festivais como uma das principais plataformas de difusão da música” com Vince de Mira (Rede Motiva), Gilmar Dantas (Coletivo Suíça Baiana), Talles Lopes, (Presidente da Abrafin) e Fabio Trummer (vocalista da banda Eddie).

20h: “Políticas públicas para a música” com Gildelson Felício (Secretário Municipal de Cultura de Vitória da Conquista), Rogério Oliveira (Mobiliza Cultura Conquista) e Marcos Ferreira (Maestro).

O Festival trará grandes atrações como a banda Eddie, de Olinda - PE e os baianos Lucas Santanna e Retrofoguetes. Fiquem ligados na grade de shows que acontecerão também no Centro de Cultura a partir das 17 h:


domingo, 20 de novembro de 2011

Crítica: Rota 66 - A História da Polícia que Mata

                                                       


Por Lu Mota 

 Rota 66 - A História da Polícia que Mata é uma obra do jornalista brasileiro Caco Barcellos. Esse livro traz um relato impressionante e esclarecedor sobre a violência policial no estado de São Paulo entre os anos  70 e 92. A polícia que mata, ao qual o escritor se refere, denomina-se Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Durante a leitura, somos guiados pela experiência de Caco Barcelos em reportagem policial a enxergar um submundo que não imaginamos ser tão real e cruel. É um estudo do caos em que se transformou a sociedade brasileira durante e depois do período da ditadura mostrando a injustiça e a discriminação social e racial nas periferias. O livro traz duas historias que atraem o leitor. A primeira o fato em si. A realidade que na maioria das vezes é camuflada pelos órgãos públicos. A polícia, que em alguns casos tem de ser sanguinária. O abuso de autoridade. A violência pela violência. Citando nomes e desmascarando a impunidade desses servidores da sociedade que servem apenas a si mesmo desconsiderando a vida alheia. Um olhar critico de uma sociedade regrada pela falta de bom senso. A segunda é  o trabalho fascinante de um jornalista. Durante todo o relato, Caco insiste em nos manter atentos às formas usadas pelos policiais para “maquiar” às cenas dos supostos “confrontos com bandidos”. Não é possível se decidir por quais aspectos são mais impressionantes. As estatísticas de óbitos são maiores do que as de algumas guerras. A maioria das vítimas mortas por policiais não tinha passagem pela polícia. Os corpos eram removidos para os hospitais depois de mortos com a intenção de se apagar as marcas das cenas dos supostos confrontos. Os policiais recebiam condecorações por suas ações “heróicas”. A busca pela verdade levou Caco Barcelos há passar sete anos debruçados sobre documentos do IML em uma ocasião em que ele havia conseguido uma permissão para vasculhar as pilhas de pápeis empoeiradas numa sala. A investigação levou à identificação de 4.200 vítimas, entre jovens e deliquentes, mortos pela Polícia Militar de São Paulo. Ele confrontou vários dados e chegou às conclusões expostas no livro, que é um verdadeiro documento contendo a história de um período terrível, um período em que as pessoas louvavam os chefes de polícia e governantes, a propaganda fazia acreditar que policiais eram heróis “holywodianos” e a população de homens pobres e negros era massacrada. E a verdade veio à tona nesse livro-reportagem Rota 66, e depois do lançamento do livro, Caco passou um período fora do Brasil, pois sua vida corria risco - o livro irritou profundamente algumas esferas, sobretudo a dos coronéis da polícia militar e por isso teve 18 ações na justiça contra ele, mas foi absolvido em todas. Esse trabalho fascinante de um jornalista e a narrativa rápida envolve o leitor desde as primeiras linhas. Recomendo à todos da área da comunicação.