Programação dedicada a promoção da igualdade racial e combate ao racismo integra o Novembro Negro Da Redação*
O mês de novembro é instituído pelo movimento negro do Brasil como Mês da Consciência Negra. Em comemoração, a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista promove uma vasta programação dedicada à promoção da igualdade racial e de manifestações voltadas para o combate do racismo. A programação compõe o Novembro Negro com encontros, caminhadas e seminários, celebrando a luta contra o preconceito. O Novembro Negro é uma ação conjunta entre grupos, conselhos municipais e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, através da Assessoria Técnica de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Confira a programação do Novembro Negro em Vitória da Conquista:
Dia 17/11 – Caminhada das Comunidades Quilombolas – Praça 9 de Novembro
Dia 20/11 – Caminhada Conquista é da Paz e Combate ao Racismo – Praça 9 de Novembro
– O Encanto de Ler – Praça Gerson Sales
– Audiência Pública – Câmara Municipal de Vereadores
Dia 24/11 – Seminário “Plano Municipal de Políticas de Igualdade Racial” – ADTR
Dias 30/11 e 01/12 - II Encontro da Juventude Quilombola – Programa Conquista Criança
Primeira etapa do concurso acontece nesta quarta-feira, 21 de novembro
Por Ana Paula Marques
Foto: Achiles Neto, vencedor da edição 2011 do
Por Isso É Que Eu Canto/ PMVC
A edição 2012 do concurso Por Isso É Que Eu Canto, promovido pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Lazer, já tem as datas definidas. Serão três etapas, as quais irão classificar dez finalistas que participarão da gravação de um CD promocional, com canções de autores regionais. O três primeiros colocados irão se apresentar no palco principal do Natal da Cidade, além de receberem prêmios em dinheiro. As apresentações do concurso acontecem a partir desta quarta-feira, 21 de novembro, às 17 horas na Praça Nove de Novembro, Centro. O Por Isso É Que Eu Canto já revelou grandes intérpretes, tais quais Ítalo Silva, Achiles Neto, Tereza Raquel, Suzi Dias, Geci Brito, dentre outros.
"Contra o mundo reversível e as ideias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vítima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.”
Olha lá quem vem virando a esquina, vem Diego com toda alegria festejando. Lá pelas tantas da madrugada, chorando mágoas de amor num bar de karaokê, ele soube da novidade. É supimpa, é bacaninha, gostosinho de mamãe. É O Putetê na sua segunda edição, chegando junto com o calor do verão pra aquecer os corações das princesas e príncipes desse lugar.
Eu morro de amor por ela e ela nem aí e é justamente por isso que eu me afogo num copo de cerveja, quem sabe lá, esteja minha solução. Porque você sabe, a saudade é um prego, coração é um martelo e machuca, machuca, machuca. Mas não mude de assunto, vamos todos a bailar, ela e o namorado dela, eu e a minha namorada. Afinal, esta amante da balbúrdia cavalga encostada ao meu sóbrio ombro. Vixe! “Muita treta, vixe!” Nada de dormir na praça, chega junto, vamos nos achar no toque do destino, no brilho de um olhar, mira que bela! E veja bem, nada de me trair con la mujer de Agustino!
Não sabe o que vestir? “Tupi, or not tupi that is the question.” A dica é sempre fácil e cultzinha: saia vermelha, camisa preta, se quiser mais brilho a gente faz pra baiana um vestido de prata, quem sabe um parangolé? Seja como for, seja nu, de burca ou de saltinho rosa de plástico, venha logo pra abalar! Tenta também uns brincos de pena, é pura produção artesanal, com todo o respeito, é claro. Mas vai bem soltinha, relax, descontraída e sorria que eu estou te filmando, sorria o coração tá gravando.
A cor dessa cidade sou eu, o canto dessa cidade é meu, mas pode ser seu também. Andam dizendo por ai que nesse tal de Putetê vai rolar karaokê e ate concurso do Rei e Rainha do brega. Ou Rainha e Rainha, ou Rei e Rei. Aqui tudo é possível, é só abrir as suas asas e soltar as suas feras. Não importa se você dança bem, dança mal ou dança sem parar. Queremos você justamente assim, suados, sorrindo, molhados de amor, chorando feliz, de prazer ou de dor, com palavras e palavras se perdendo no ar, com “este ar impregnado de dendê”.
No dia 1° de dezembro, vou chamar a patricinha pra dançar, pegar na mão dessa menina e levar ela pro salão, se ela achar ruim, vou logo me defendendo, que eu não sou vagabundo, não sou delinquente, eu sou é um cara carente. E se eu me retar, dançarei nu pelado nu flagrante flagrado no mar de dentro da cratera da lua, mesmo sem saber onde termina a minha e onde começa a sua. Até porque “nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império”. E assim seguimos, olhando seu lindo rostinho, querendo te fazer carinho e te por pra nanar.
No mais, é só indo pra conferir. Você pode encontrar muitos amores, mas ninguem vai te dar o que eu te dei. Quando gatinhos e gatinhas descobriram que festas d”O Rebucete eram férteis e verdejantes, escreveu no mural do facebook: “tudo o que nela se planta, tudo cresce e floresce” e assim, O Putetê bombou.
Modo de usar:
O Putetê II - Eu não presto, mas eu te amo
Quando: 1º de Dezembro
Onde: Viela Sebo-Café
Quanto: R$7 - primeiro lote.
Aguarde minhas instruções. Confirme sua digníssima presença no nosso evento.
Abertura oficial do festival acontece no sábado, 06 de dezembro, com a banda de reggae Diamba
Por Rafael Flores
Mais uma atração integra a grade do
Festival Suíça Bahiana, em Vitória da Conquista. Quem chega dessa vez para
abrir a programação é a banda de reggae soteropolitana Diamba. A abertura será
no dia 06 de dezembro no Viela-Sebo Café, com ingressos a R$ 10,00. No mesmo dia
acontecerão oficinas e discussões relacionadas à cultura digital.
Diamba é formada por Duda Sepúlveda
(vocal), Renato Nunes (baixo), Paulo Marola (guitarras), e Tilson Santana
(teclados). Com 15 anos de estrada a banda carrega no currículum três albuns,
"Ninguém está a salvo", "Tempos de épocas" e "Diamba
10 anos ao vivo", os quais devem nortear a apresentação em Conquista.
Festival Suíça Bahiana
Em sua terceira edição o evento é
responsável por unir a produção musical local com a nacional, trazendo uma
visão diferenciada e agregando outros valores além do puro consumo dos produtos
culturais. Além disso, o festival representa o ressurgimento de uma cena
cultural local ativa e conectada entre si. Dentre as atrações da cidade estão
Achiles Netto, Complexo Ragga e Na Terra de Oz.
Warm UP
Vitória da Conquista recebe pela
primeira vez o projeto Mais MPB, que levará para o palco da Arena MiraFlores
apresentações de Benjamin, O Círculo e Marcelo Jeneci no dia 17 de novembro, a
partir das 20h. O evento funcionará como prévia do Festival Suíça Bahiana.
Saiba mais neste link.
De todas as artistas Pop, Christina Aguilera é única que eu realmente sinto algo próximo de “pena”. Por mais que ela tente e se esforce (muitas vezes genuinamente), ela sempre acaba soando como uma copycat - imitadora.
Neste novo álbum, Lotus, além de Madonna (duh!), ela tenta ser, Florence and the “Boring” Machine, indie pop, mas, o pior (ou “melhor”, se preferir) é quando ela vira copycat de si mesma.
Não há exatamente um problema nisso; grandes divas do Pop estão o tempo inteiro se auto referenciando em seus trabalhos - a já mencionada Madonna, desde seu álbum American Life (2003), volta para si mesma em temas e sons. Só que dessa auto reflexão, geralmente, saem interessantes resultados e novas perspectivas não só sobre a artista, mas também seu contexto na cultura pop (novamente, Madonna, em 2008, voltou a falar de sexo e pistas de dança em seu álbum Hard Candy, gerando uma discussão, para melhor ou para ruim, sobre o comportamento da mulher de 50 na sociedade do século XXI).
Só que a mente de Christina Aguilera, infelizmente, é bem menos brilhante do que ela faz parecer e ainda menos do que seus fãs gostariam.
Lotus
Ela inicia o álbum com uma intro que soa promissora: vocais editados e multiplicados dão o efeito etéreo do conceito da flor que nasce da lama pantanal; a gaita de fole contribui para o processo. Mas a coisa que deveria ser uma introdução, começa a dar loops entediantes, não se comparando em nada com a precisão eficiente de outras introduções, como Stripped Intro, de 2002.
A auto indulgência continua com Army of Me (quem viajou-na-maionese que seria um cover do clássico de Björk põe a mão aqui!). Em miúdos, “Army of Me” é igual a Fighter (2002) - ela, obviamente, cita a canção no refrão. Mas, por alguma razão, a música é boa e você consegue esquecer, depois de algumas audições, a chatice da letra.
Aliás, essa mania das atuais divas pop de soarem oh tão profundas e inteligentes é que tem sido meu principal problema com o mainstream Pop atual.
Se você vai falar o quão fodona você é, me diga de forma interessante - seja com versos longos e truncados a lá Alanis Morissette, ou com figuras de linguagem ricas como as de Björk. Ou até com a simplicidade direta de Madonna e Cyndi Lauper. Senão, mantenha-se à sua ignorância a lá Britney Spears.
Mais para frente tem o mimimi de baladas longas demais, gritadas demais e, bem... chatas demais. Sing for me é a cereja do sundae das pobres e solitárias divas pop, tão maravilhosas, ricas e amadas, mas coitadas, solitárias... você já está golfando?
Tem mais, Blank Page tem a mesma vibe. É uma piano-balada com uma pegada folk nos vocais que, felizmente, não é recheada de melismas insuportáveis. Aliás, ainda bem que Aguilera chutou Linda Perry para este trabalho, o mundo não aguentaria outra tentativa de Beautiful.
E falando em folk, ela atinge total status “country strong” em Just a Fool, dueto com seu colega de The Voice Black Shelton - provavelmente a melhor faixa de todo o álbum, por ser uma balada simples e honesta.
O ponto alto, só que ao contrário, é quando ela canaliza a teatralidade de Florence and the Machine, em Cease Fire e sua bateria em ritmo marcial, mas morre na praia do tédio assim que a canção chega ao refrão.
Mas, na realidade, Lotus é um bom álbum. Não chega aos pés de suas obras-primas - o debut de 1999 e Stripped - mas é infinitamente melhor que seu último esforço solo, Bionic (2010).
Pelo menos em Lotus ela manteve-se próxima a compositores e produtores que seriam capazes de dar-lhe bons hits (Max Martin, Shellback, Sia Furler e Steve Robson), ao invés de fazê-la soar como uma patricinha abestalhada tentando ser bebona e junkie (oi, Ladytron e Le Tigre?).
Apesar das baladas enjoadas e da presunção generalizada, Christina Aguilera consegue ser divertida na maior parte do álbum, como no lead-single Your Body e em faixas como Red Hot Kinda Love, Let There Be Love e Circles. E, como de costume nos lançamentos do Pop atual, as faixas mais interessantes são lançadas na versão deluxe - Light Up The Sky e Empty Words.
Lotus é um álbum que, como muito da carreira de Christina Aguilera, tem elementos interessantes e promissores, mas o produto final é bem menos que a expectativa gerada.
Christina Aguilera tem dito por aí em entrevistas que Bionic será um álbum aclamado no futuro; mas, ela deveria parar de tentar justificar seus tropeços e focar em cuidar do bom trabalho que tem em mãos.
Afinal, é devido a essa mania de grandeza em ser extremamente relevante para a produção musical e história do Pop que ela abocanha mais do que pode e Lotus, então, não é mais do daquilo que promete.
Nota: 3/5
Destaques: Your Body, Army of Me, Red Hot Kinda Love, Just a Fool, Light Up The Sky
O Rebucetê está estreando um novo quadro! O Cine Rebu surge com a proposta de resgatar os curtas metragens realizados de forma independente ou em laboratórios universitários com o intuito de dar a esses produtos, que geralmente tem pouca circulação, uma maior visibilidade. O quadro será publicado todas as terças e será alimentado através da demanda espontânea dos diretores/autores dos curtas que estiverem interessados em enviar seu produto.
E as novidades não param por aqui. Dentre os curta metragens publicados no quadro até o final de fevereiro, serão escolhido pelos leitores do blog os cinco melhores e estes serão exibidos na Mostra Gaguinho de Cinema, a ser realizada no mês de março. A mostra será realizada como intervenções urbanas, principalmente em bairros periféricos de Vitória da Conquista, ocupando esses espaços e levando até esse público o acesso ao cinema.
Como Participar?
Para participar basta mandar seu curta para o e-mail: orebucete@gmail.com
Programação de Hoje
No Cine Rebu de hoje apreciaremos as animações da cearense Tatiana Lourenço Moreira, da Universidade Federal do Ceará (UFC). Confiram abaixo:
NINA E NINO
Gênero: Animação
Diretor: Tatiana Lourenço Moreira
Duração: 2:41 min Ano: 2012
País: Brasil Local de Produção: Ceará
Cor: Colorido
Sinopse: Nina é uma garota vaidosa que adora dançar em frente ao espelho do seu quarto. Nino é o seu irmão e acha sua coreografia bizarra. Isso faz com que ela se desanime. Porém, Nino não tem a intenção de magoá-la e procura uma forma de se desculpar e de fazê-la dançar alegremente como antes.
VIDA EM BICOS
Gênero: Animação
Diretor: Tatiana Lourenço Moreira
Duração: 2:21 min Ano: 2012
País: Brasil Local de Produção: Ceará
Cor: Colorido
Sinopse: Vida em Bicos é a retratação do humano em pássaro. Alguns monumentos e locais históricos da capital do Ceará, Fortaleza, fazem parte do cenário. O curta metragem mostra o decorrer da vida social comum dos indivíduos da sociedade, seus fracassos e sucessos, sortes e azares. Acima de tudo, apresenta o amor e a família como base da felicidade desejada por muitos de nós. Em becos com e sem saídas, o pássaro nos leva a reflexão dos rumos presentes durante a vida.
Quem não se lembra da explosão, no verão passado, das mãozinhas
para cima fazendo o movimento de círculo ou do passo que joga o joelho pra
dentro e pra fora? Essas são as marcas registradas das coreografias das
músicas 'Circulô' e 'Inventando Moda', do soteropolitano Magary Lord. O
cantor e compositor inovou trazendo de Angola um ritmo chamando Semba e
fundindo-o com o Black Music; daí surgiu o Black Semba, que vem deixando
"todo mundo se sentindo massa". Em suas músicas dançantes há uma
forte relação com a africanidade.
Nesse último sábado (10), Magary Lord foi atração principal da comemoração dos
172 anos de Vitória da Conquista. A festa, que também contou com shows do grupo
Complexo Ragga e da banda Abadada, foi realizada na praça Barão do Rio Branco,
no centro da cidade. Conquista foi presenteada com lançamento de 'Tum Ba Tá', música nova do cantor
baiano e uma das apostas para virar hit do próximo verão.
Minutos antes de sua apresentação, Magary conversou com O Rebucetê. Na conversa
falou um pouco sobre o Black Semba, a lei anti-baixaria, a relação
Brasil-África-Bahia e sobre o clipe da música "Tum Ba Tá". O resultado desse
bate-papo cheio de suingue, você confere agora:
O Rebucetê: Nos conte como foi o processo de fusão do Black Music com o Semba.
Magary Lord: A minha sonoridade é raiz, é a raiz black, a raiz semba, é a raiz
que traz a linguagem nova, que remete à África, as funções rítmicas. Eu, como
músico percusionista, comecei a pesquisar. Então, a percusão abriu as portas de
outros rítmos, me levou a essa fusão que é o Black Semba. Um ritmo novo criado
por mim. O Black Semba é a música da alegria, para todas as idades, para
criança, pra jovem, adulto, todo mundo dança, todo mundo pode ouvir. E a ideia
também é fazer uma música pra colaborar com a Bahia, sua cultura, a cultura do
Brasil.
OR: Magary Lord tem um ritmo dançante, e apesar disso suas letras não são
ofensivas, se enquadrando na Lei Anti-Baixaria. No processo de composição, há
uma preocupação nesse sentindo?
ML: Nós nos preocupamos em fazer uma letra mais modesta, que fale de alegria,
para todas as idades. A dança também é uma dança antiga. Uma dança de raiz que
é o Semba, e que não é vulgar, agressiva. Imagine cada um conseguir se
expressar do que jeito que você quer dançar, uma coisa mais linda. Então, sem
preconceito, "você dança assim, dança assado"! Cada um pode dançar
como o corpo fala e de maneira não ofensiva.
OR: Os seus maiores sucessos, 'Circulô' e 'Inventando Moda', ambos vêm
acompanhados por coereografia, "um passinho". Optar por lançar
música-coerografia é uma estratégia para virar hit?
ML: Quando a música vem com uma coreografia ela vem mais forte, né? A música de
balanço tem que ter coreografia. Ainda mais na Bahia, quando ela tem uma
coreografia ela fica mais forte no carnaval e pega mais rápido, até porquê
carnaval é movimento. Então quando começou com o 'Circulô', que era o
movimento de mãozinha em cima circulando, com a energia que fala de amor, da
química que bateu. Depois veio a 'Inventando Moda' também, que é o
passo para o joelhinho pra mexer com seu corpo. É isso, a galera deixa de ir
pra academia pra vir pro Black Semba. (Risos)
OR: Recentemente, você fez uma participação especial no documentário “África
visita África”, do diretor João Guerra. Qual sua opinião sobre essa relação
Brasil-Africa- Bahia?
ML: Acho que é a relação mais perfeita que existe. E isso porque o Brasil é
Africa, né? Símbolo da miscigenação total. E eu acho que pode-se introduzir
mais ainda essa experiência, esse intercâmbio cultural e poder trazer mais a
África pra Bahia, e a Bahia pra África.
OR: Falando sobre as apostas do próximo verão, você lançou essa semana o clip
da música 'Tum Ba Tá', gravado no bairro Engenho Velho, em Salvador, onde você
cresceu. Nos conte um pouco sobre a experiência e os elementos africanos do
clipe.
ML: No clipe vou tá trazendo a África em peso. É África, é a dança, é o
movimento, é a manisfestação de rua, nos bairros, nos guetos. Pra que fazer um
clipe no iate ou em um carrão, se não é a realidade, de onde eu vim? Então eu
venho trazer a minha verdade, a minha música, a minha dança, o meu corpo. Foi no Engenho Velho onde eu passei parte do meu crescimento, já com filhos
também. E agora eu quis lá voltar para captar as imagens e a realidade da minha
vida. Captar as imagens do gueto, da comunidade, que é a laje, as favelas, as
vielas.