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terça-feira, 31 de julho de 2012

Saravá aos grandes, saravá também aos pequenos

Por Mariana Kaoos

    Foto: Google Images
Apesar de ser a maior cidade do sudoeste baiano e abarcar uma população em torno de 350 mil habitantes, Vitória da Conquista ainda pode ser considerada uma cidade retrógrada no que diz respeito a “moral e bons costumes” sociais. Isso é expresso através do conservadorismo, principalmente religioso, que paira na cidade. Para cada bairro, há uma paróquia representando a igreja católica e, no mínimo, três igrejas evangélicas que realizam seus cultos diariamente. Abarcando diversos segmentos místicos, é possível traçar um perfil do público que frequenta cada doutrina. Para os alternativos, acadêmicos e eruditos intelectuais da cidade a escolha gira sempre em torno do mesmo princípio, o candomblé.

Objeto de trabalhos acadêmicos e matérias jornalísticas, como a feita para a TV Uesb, os terreiros de candomblé, se encontram em bairros mais afastados da cidade. Conquista abriga em torno de 200 casas de cultos de matrizes africanas, o que engloba o candomblé, a umbanda e uma série de casas sem culto definido. Todos eles, na verdade, por muitas vezes cultuarem as mesmas entidades, acabam sendo confundidos. No entanto, a diferença é muito profunda. Enquanto o candomblé tem como foco o culto aos orixás, a umbanda se apega mais aos ancestrais, caboclos, e eguns (pessoas que já morreram). É claro que também é possível observar cultos a essas entidades em casas de candomblé, mas quando acontece, é devido a alguma herança do pai de santo. Isso ocorre com muita frequência nos terreiros baianos em decorrência dos negros bantos que aqui residiram. Lá na África, havia o culto aos seus ancestrais que aqui, viriam a serem os índios.