Por Rafael Flores
Raul Seixas! É só lembrar do seu nome e milhões de
imagens se formam na minha e nas milhares de cabeças de fãs Brasil afora.
Afinal ele foi um dos primeiros brasileiros que importou a alma roqueira,
pouco se lixava pra linha evolutiva da música popular brasileira e ironizava a
tal da canção de protesto. O cara também conseguiu deixar rastros comparáveis
aos do seu ídolo Elvis Presley, como exemplo os milhares de sósias e covers que
resistem por aí. E pros mais ortodoxos, um show que não responde ao onipresente
“Toca Raul”, não merece muitos aplausos.
Este ano foi especial para os raulseixistas por conta da
estreia do filme “Raul Seixas – O início, o fim e o meio”, dirigido por Walter
Carvalho (Budapeste). Do roqueiro descarado ao alcoolatra inconsequente,
o documentário consegue mostrar, sem muitas delongas, todos os principais
percursos do canceriano sem lar. Confesso que fiquei esperando uma inovação na
narrativa seguindo a não ordem cronológica proposta no título, mas talvez seria
meio piegas.






