Por Murillo Nonato
Dentre as opções
dos Núcleos de Vivência (NV) sugeridos dentro do terceiro dia de atividades do
Enecom (Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação), que ocorreu entre os
dias 13 e 20 desse mês, escolhi participar, devido à proximidade com o tema, do
núcleo guiado pela Cia Revolucionária Triângulo Rosa. O grupo luta contra a
opressão relacionada à orientação sexual e contra a representação social da
feminilidade e/ou masculinidade do indivíduo.
O espaço,
facilitado por Luth Laporta, estudante da UnB e integrante da Cia., foi
realizado dentro da própria universidade, sob a sombra vespertina de uma árvore, em
frente ao Memorial Darcy Ribeiro, batizado de "Beijódromo". Com 6
horas de atraso, obviamente a programação da atividade ficou prejudicada. O NV
acabou se tornando, no final das contas, um simples Grupo de Discussão (GD). Os
Núcleos têm como proposta levar os encontristas a uma experiência que os
permita aprofundar a teoria colocando-a em prática, defrontando-os com a
realidade dos movimentos sociais ou levando-os a se deparar com problemas
sociais pessoalmente. Para o aprofundamente dessa rica experiência, os
estudantes passam um dia inteiro em seus NVs. Como ficamos na
própria universidade onde estávamos alojados e pela hora avançada, os planos
pretensiosos da atividade foram minimizados e a vivência se tornou uma roda de
conversa, consequência do problema estrutural que ocorreu em todo o
Enecom DF, gerando atrasos, confusões e críticas.





