Por Lucas Oliveira Dantas
| 2º Painel do Enecom-DF: "Disputa Institucional e Papel do Estado". Fonte: Instagr.am |
Se houvesse um Grupo de Estudo e Trabalho (GET) no Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação (Enecom), chamado “Vaca Amarela – Quem Falar Primeiro…”, certamente todo mundo comeria a bosta da vaquinha. Mas como esperar menos de estudantes de comunicação de todo o país, reunidos num lugar só, por oito dias? Silêncio, a gente não vê por aqui. E como, quem muito fala pouco ouve, não é surpreendente que no Enecom, ruído fosse um dos aspectos comunicativos principais.
Dentro de qualquer militância, o discurso é algo de prima importância. Sendo assim, a realidade pode ser contraditória. Algumas das pautas de reivindicação da Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação (Enecos) discutem a respeito da democratização da comunicação e a descriminalização dos movimentos sociais. Em linhas gerais, este último é a realização de que a mídia tradicional do país tende a tratar os movimentos sociais como criminosos/terroristas contra a ordem social; a primeira, que era o tema do encontro deste ano, dá conta da noção de que a comunicação é um direito humano e a lógica atual de concessões e habilitações, especialmente para rádio e televisão, dificultam o direito de a sociedade, especialmente as parcelas marginalizadas, se comunicar e dar sua própria versão dos fatos, com suas próprias vozes.
Eis que contraditoriamente, no Enecom 2012 uma série de ruídos colocaram em cheque as intenções e discussões da executiva.





