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domingo, 22 de julho de 2012

Vaca Amarela


Por Lucas Oliveira Dantas

2º Painel do Enecom-DF: "Disputa Institucional e Papel do Estado".
Fonte: Instagr.am
Se houvesse um Grupo de Estudo e Trabalho (GET) no Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação (Enecom), chamado “Vaca Amarela – Quem Falar Primeiro…”, certamente todo mundo comeria a bosta da vaquinha. Mas como esperar menos de estudantes de comunicação de todo o país, reunidos num lugar só, por oito dias? Silêncio, a gente não vê por aqui. E como, quem muito fala pouco ouve, não é surpreendente que no Enecom, ruído fosse um dos aspectos comunicativos principais.

Dentro de qualquer militância, o discurso é algo de prima importância. Sendo assim, a realidade pode ser contraditória. Algumas das pautas de reivindicação da Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação (Enecos) discutem a respeito da democratização da comunicação e a descriminalização dos movimentos sociais. Em linhas gerais, este último é a realização de que a mídia tradicional do país tende a tratar os movimentos sociais como criminosos/terroristas contra a ordem social; a primeira, que era o tema do encontro deste ano, dá conta da noção de que a comunicação é um direito humano e a lógica atual de concessões e habilitações, especialmente para rádio e televisão, dificultam o direito de a sociedade, especialmente as parcelas marginalizadas, se comunicar e dar sua própria versão dos fatos, com suas próprias vozes.

Eis que contraditoriamente, no Enecom 2012 uma série de ruídos colocaram em cheque as intenções e discussões da executiva.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Eu inauguro o monumento no planalto central do país

Por Mariana Kaoos

Foto: Mariana Kaoos
Plano piloto do planalto central. Semáforos funcionando regularmente, poucas pessoas andando nas ruas. Dia claro, por volta dos 25º. Brasília comporta a maior frota de carros novos do país. Suas ruas largas absorvem os mais variados tipos de veículos. “Essa cidade não foi construída para transeuntes”, assim comenta alguém que anda rapidamente. Os passageiros, com pressa, parecem não perceber a existência alheia, compromissados com seus trabalhos, suas rotinas. A bandeira nacional balança com o vento norte, a tocha que foi acesa na criação da cidade, ainda queima aos quatro ventos dando a parecer que sempre será assim.

Para os desatentos, os que colocam fones de ouvido e não olham para o lado, para os que acompanham tudo pela televisão, parece que o dia 19 de julho foi apenas mais um no cotidiano de uma grande metrópole brasileira. Triste engano. Logo nas primeiras horas do dia, mais precisamente às 4 da manhã, o Ministério do Planejamento foi ocupado pelas três categorias da educação (professores, estudantes e técnicos administrativos) que estão em greve há pouco mais de dois meses. Das universidades federais brasileiras 95% estão na luta por melhorias. Dentro das principais reivindicações estão o financiamento público, plano de carreira e 10% do PIB. Entidades como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), oposição de esquerda da Une e Anel, estão acampadas próximas ao Palácio da Alvorada, centro do poder brasileiro. Ainda não há perspectiva de saída.