segunda-feira, 7 de maio de 2012

Festival da Juventude debate políticas públicas para os jovens

Por Murillo Nonato


A Roda de Conversa Políticas Públicas para a Juventude, que fez parte da programação do Festival da Juventude de Vitória da Conquista, ocorreu no sábado (05/05) com atraso de 40 minutos com relação ao horário previsto (9 horas), no auditório II do módulo Antônio Luiz Santos, vulgo Luizão.  Os palestrantes convidados foram Vladimir Pinheiro, coordenador Estadual da Juventude e Juremar Oliveira, presidente do Conselho Estadual da Juventude da Bahia, e mediação da mesa foi realizada por Gildelson Felício, secretário Municipal da Cultura da cidade .

domingo, 6 de maio de 2012

#PósTv - #CoberturaFestivaldaJu

Diário de Bordo do Festival: Telefone sem fio

Foto: Rafael Flores

Por Rafael Flores

Discussões acaloradas sobre as mulheres em uma ponta do corredor, na outra mestres do audiovisual, teatro, comunicação e outras artes debatiam a democratização da cultura.  Eu corria com a câmera nervosa entre um auditório e outro para fazer a cobertura em tempo real nas redes. As conversas iam se misturando. O direito das mulheres negras de um lado, o direito da periferia em produzir, consumir e discutir cultura do outro. Machismo, audiovisual, luta, Glauber... Palavras se cruzavam na minha cabeça desconcentrada. Finalmente resolvi, por interesse no tema, me fixar na roda de conversas sobre democult. O cineasta Orlando Senna falava com afeto da criação do pólo regional de produção e distribuição audiovisual, quando foi surpreendido por batuques vindos do lado de fora. O som ficava mais forte, eram muitas vozes gritando coisas indecifráveis. "Acorda, seu machista a América Latina vai ser toda feminista", enfim consegui ouvir nitidamente.

Na Dança do Maxixe


Nossa geração sempre ouviu falar de gafieira, malandragem, chapeu panamá, danças sensuais e coladinhas, mas poucos de nós realmente sabemos a origem desse gênero do samba, que se apresentará com grande estilo no Festival da Juventude pela banda conquistense Gafieira Brasil.

Por Lucas Oliveira Dantas e Mariana Kaoos

Nos últimos dez anos, pelo menos, uma nova leva de artistas brasileiros tem reavivado a Música Popular Brasileira através de sua raiz mais famosa, o samba. Na Bahia, artistas como Marienne de Castro e Juliana Ribeiro resgatam a tradição do samba de roda do Recôncavo, enquanto que no Sudeste do país gente como Roberta Sá, Mariana Aydar e Diogo Nogueira reacendem a chama sambista nas rádios mainstream Brasil afora.

Por volta das décadas de 1950 e 1960, o Brasil exportou o samba para o mundo e a imagem do boêmio malandro carioca, que varava noites de bar em bar, bordéis e casas de gafieira. Esse jeito malandro tornou-se um ícone de brasilidade. É essa imagem glamurizada pela cultura de mídia que temos do samba. Mas a história é mais antiga.

As casas de gafieira, na verdade, surgiram pelo fim do século XIX, início do XX, sendo os lugares em que a classe trabalhadora e mais humilde do Rio de Janeiro frequentava para praticar danças de casal (ou “dança de salão”), mais especificamente o maxixe. Com o passar dos anos, o maxixe virou samba e as casas de gafieira se tornaram cada vez mais populares e famosas, tendo seu ápice cultural nas décadas de 1940 e 1950.

Nesses salões, repletos de casais sensuais e desenvoltos, o próprio samba foi se modificando, incorporando outros elementos provenientes da música caribenha (como instrumentos de sopro e percussão mais acelerada), dando origem a subgêneros como o “samba de gafieira”, o “samba de breque” e o “samba de telecoteco”, os quais têm como característica comum a famosa malandragem do carioca que tinha como objetivo paquerar.

sábado, 5 de maio de 2012

“Viva a cultura popular, viva o sertão”

Por Lucas Eduardo Dantas



Foto: Lucas Eduardo Dantas

Nesta manhã aconteceu mais um espaço de discussão do Festival da Juventude de Vitória da Conquista. Uma roda de conversa sobre Tradição e Cultura Popular, que contou com a participação de convidados ilustres como os poetas e repentistas Maviael Melo e Onildo Barbosa, além da presença da historiadora e Coordenadora da ONG Carreiro de Tropa, Maria Stella, tendo o Coordenador de Cultura e música Nagib Barroso como mediador do espaço.

Gata, Você É Massa

Por Mariana Kaoos

Foto: Purki
Depois de cinco meses de seca, finalmente garoava e fazia frio em Vitória da Conquista. Eu, ansiosa, esperava no corredor dos camarins ao fundo do palco armado na Praça Barão do Rio Branco a hora em que seria chamada para entrevistar Nina Becker. Chamaram e fui. Entrei na sala e lá estava ela: linda e grávida, de vestido preto, óculos escuros, unhas cor café e meias soquete de bolinhas. Sorriu para mim e a primeira coisa que pensei foi: “ela tem uns dentes parecidos com os meus”, o que foi ótimo, pois me fez relaxar um pouco mais e, de forma descontraída, poder conversar com ela.

O Rebucetê Entrevista: Isabela Silveira


Por Lucas Oliveira Dantas


Foto: Purki
O primeiro Festival da Juventude de Vitória da Conquista está sendo um espaço cultural para a cidade de diversas formas. Como parte da programação oficial, está acontecendo o “De Solos e Coletivos – Mini Festival Itinerante” realizado pelo Núcleo VAGAPARA, em parceria com o Coletivo Quitanda.


Na ativa há cinco anos, o VAGAPARA é um coletivo de artistas cênicos que atuam coletiva e colaborativamente. Suas atividades se desenvolvem nas áreas de dança, teatro, audiovisual, performance, além de outras linguagens, que são compartilhadas internamente ou em colaboração com artistas externos ao grupo, com o objetivo de explorar as capacidades e interesses particulares de cada integrante, mantendo-se sempre em atividade.