terça-feira, 15 de maio de 2012

Terceira Parada do Orgulho LGBT de Vitória da Conquista

Entre os dias 17, 18 e 19 de maio, na cidade de Vitória da Conquista, acontecerá a Terceira Parada do Orgulho LGBT com a temática “Conquista sem homofobia”. O evento é uma iniciativa do Grupo de Mulheres Lésbicas- SAFO em parceria com entidades e movimentos sociais de combate à homofobia, sexismo e racismo e contará com palestras, debates e plenárias de apresentação de resultados das discussões realizadas, visando deliberar diretrizes para a formulação, acompanhamento e avaliação homofóbica. Se liguem na programação:

17 de maio

Pré Parada com Complexo Ragga (VCA) e Karol Conká (PR)
Local: Viela Sebo-Café
Horário: A partir das 20h

18 de maio 

Seminário com os palestrantes Hamilton Borges (Coordenador da campanha Reaja ou Será Morto), Prof. Dr. Marcos Lopes de Souza (Pesquisa em Gênero e Diversidade - UESB) e Marcelo Ferreira de Cerqueira (Coordenador Grupo Gay da Bahia)
Local: Auditório da Agência de Desenvolvimento (ADTR)
Horário: A partir das 17 h

*Após o seminário haverá um coquetel e show com Maiêh Sousa

19 de maio

Terceira Parada do Orgulho se Ser LGBT- “ Conquista sem homofobia”
Local: Concentração na Praça Guadalajara
Horário: A partir das 14 h
Atrações: DJ (a confirmar), Banda Suinga (SSA), Tabuleiro Musiquim (SSA) e Danillo Kiribamba (VCA)


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Alice vai ao teatro

Por  Mariana Kaoos e Maria Eduarda Carvalho  

“Paris, 20 de outubro de 1848

Meu amor,

Sinto muito a tua falta. A cidade de Paris é linda, as luzes da cidade, as pessoas são tão amáveis. Essa é a torre Eiffel que lhe falei, é difícil acreditar que ela tenha sido construída por homens tamanha a sua grandiosidade.

Com amor, Alice

Ps: Lembranças a seu pai e sua mãe”

Quinta-feira, a iluminação impecável focou na atriz Shirley Ferreira que vestida de azul sobre uma pilha de malas que compunha o cenário, declamava entre a movimentação dos outros atores e o som marcante da francesa Édith Piáf o trecho acima.

Distante geográfica e históricamente do teatro francês marcado por Édith, o Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima foi palco de Bagunçu, peça apresentada pela Companhia Operakata de Teatro. Noite fria para um Verão Cênico, mas que foi aquecida pela luz do candeeiro de Belinha, a personagem principal do enredo que tem sua vida transformada após encontrar alguns objetos da fazenda do Coronel Domingos de Oliveira, que foi invadida e saqueada num caso de vingança entre famílias.

domingo, 13 de maio de 2012

O dendê vai se perder, Iaiá


Por Mariana Kaoos


Para quem escuta distraidamente o primeiro álbum de Achiles Neto, Pandora, pode até soar como mais uma tentativa de rememorar as batidas do violão de João Gilberto, composições da bossa nova que falavam de barquinhos, peixinhos e amor. Triste engano. Achiles, que ao que tudo indica veio para ficar, proporciona ao público um trabalho consistente, autoral e totalmente diferente do que vem sendo feito na atual música popular brasileira. Suas melodias embora lembrem as do pai da Bossa, vêm como transgressoras, talvez por serem pouco utilizadas nos dias de hoje e por tamanha limpidez em cada nota tocada.

Seu parceiro no disco, Marcos Marinho, parece fazer milagre com o violão. Sabe inserir tons mais graves e clássicos, como na faixa “Cocoa”, que embora possua uma letra que conta uma  história de algo muito mais profundo, a sensação que me traz é de estar antigamente, na alta sociedade, dançando valsa em um baile qualquer, tamanha sua nobreza. A melodia da música tem um ar de nobreza como talvez eu só tenha visto em “Valsinha”, de Chico Buarque. Já as outras batidas admitem um tom mais despojado, deixando a vontade de sentar num bar, pedir uma cerveja e sorrir, observando a vida passar. Disso “João do BNH” (apesar da composição ferrenha) dá conta de forma total.

sábado, 12 de maio de 2012

Rebucetv no Festival da Juventude: Oficina "O Cinema de Quentin Tarantino"

A oficina "O Cinema de Quentin Tarantino" aconteceu durante o Festival da Juventude de Vitória da Conquista, no dia 06/05 e foi mediada por Marcelo Lopes e Luciana Oliveira. Confira:

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Um festival para as juventudes. Todas as juventudes.

Por Murillo Nonato

No auditório II do Luizão, módulo acadêmico da Universidade Estadual Sudoeste da Bahia (UESB) encontravam-se vários profissionais da área da comunicação, psicologia, educação, representantes de entidades estudantis e jovens que representavam apenas a si mesmos (ou o interesse do que acreditavam ser o da coletividade) reunidos para debater políticas públicas para a juventude. A discussão fazia parte da programação do Festival da Juventude que ocorreu na cidade no último final de semana. Na parte mais elevada do recinto havia uma mesa onde se acomodavam os palestrantes convidados: Vladimir Pinheiro, coordenador Estadual da Juventude e Juremar Oliveira, presidente do Conselho Estadual da Juventude da Bahia.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O Rebucetê Entrevista: Fred Zero Quatro

Por Ana Paula Marques e Lucas Dantas

Fred 04/ Foto: Lucas Dantas
Vitória da Conquista, 6 de maio de 2011: depois de um fim de semana frio e “agaroado”, a noite estava pouco nublada, nos agraciando com uma lua cheia um pouco acima do palco do Festival da Juventude, onde Mundo Livre S/A acabara de tocar . A banda pernambucana, que veio pela primeira vez à “suíça bahiana” , é um ícone do Manguebeat, que apesar de seus precursores relativizarem o rótulo, ficou conhecido como “movimento” nos anos 90. Depois de meia hora de descanso, o vocalista Fred Zero Quatro, um dos idealizadores da cena, ao lado de Chico Science (vocalista da Nação Zumbi que morreu há quinze anos, vítima de um acidente de carro) e  redator do Manifesto Manguebeat, nos recebeu na nossa pequena sala de imprensa. Com seu discurso político bastante aguçado e notadamente bairrista, Zero Quatro falou do novo álbum, dos vinte anos do Manguebeat e sobre algumas questões as quais ele considera como “fios condutores” que dialogam com sua música.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Meu amigo Pepeu


Por Mariana Kaoos e Rafael Flores

Pepeu Gomes/ Foto: Rafael Flores
Assobiando "Sexy Iemanjá", esperávamos nossa vez de entrar na pequenina e improvisada sala de imprensa. Fomos os últimos a entrar e logo encontramos um Pepeu Gomes sorridente e meio largado no sofá. Ele levantou para nos cumprimentar e logo fizemos questão de nos apresentar enquanto rebuceteiros e tietes. Pepeu deu gargalhadas ao saber do nome do nosso blog e comentou que seria legal um bloco de carnaval se chamar assim. Aos 60 anos, o velho novo baiano ainda preserva seus longos cabelos negros e o ar de peace and love.

Já dando início a entrevista, nós, rebuceteiros, prestamos atenção nos gestos que Pepeu fazia com os braços. Olhando para aquelas mãos brancas, com os dedos gordinhos e a unha pequena, mal dava para imaginar as artimanhas e truques que elas fazem ao pegar na guitarra ou no cavaquinho. Pepeu Gomes, que iniciou sua carreira através do grupo musical Novos Baianos, é hoje, um dos melhores guitarristas do Brasil (é, vamos deixar de modéstia, do mundo). De óculos escuros durante todo o papo, Pepeu não nos soltou “seu raio laser”, mas em compensação, falou de maneira despojada de si e da atual cena cultural do país.